O sujo relato
de um retrato não falado:
o fato, o prato, os ratos.
A vida constante
(falha, pobre, nada)
Inconstante o viver
(onde, como, porque)
segunda-feira, 3 de maio de 2010
sábado, 10 de abril de 2010
Da não vontade de voar
Eu sou aquela que não quer voar,
mas quer sentir a intensidade
e o valor de cada passo que dá.
Sentir a terra e ela me sentir.
E se por um momento eu não conseguir,
que meus pés estejam no chão
e que eu saiba o valor de cair.
Se eu sentir a solidão, então,
que nasçam as asas no meu coração.
mas quer sentir a intensidade
e o valor de cada passo que dá.
Sentir a terra e ela me sentir.
E se por um momento eu não conseguir,
que meus pés estejam no chão
e que eu saiba o valor de cair.
Se eu sentir a solidão, então,
que nasçam as asas no meu coração.
terça-feira, 23 de março de 2010
domingo, 14 de fevereiro de 2010
Pensamentos de Carenina
Quando sua vida não vira pesadelo, Carenina aproveita para tirar suas botas sujas, prender seu cabelo e desforrar sua cama. Percebe, ao deitar, que apenas um cômodo da casa lhe permite sonhar: seu quarto. E na sua casa (onde mora com sua mãe e seu padrasto): ela odeia os quadros pendurados na parede, a vitrola que não usam e a sala sem alegria: "Pintaria as paredes com as melhores cores, na vitrola escutaria as melhores músicas e caso a primavera não chegasse plantaria flores na sala de estar" - pensa.
Carenina acha que o ser humano é composto pelos dias que vive, e ela ama seus dias. Não importa as dores que seu calendário carrega, nem a tristeza que provém de seus olhos: ela é feliz. Seus dias: leva seus livros como se andasse de mãos dadas com seu namorado; vive no passado quando fita os retratos; na cama: usa os lençóis como moradia; os passos na rua: o desejo de caminhar e continuar; emoções em forma de temporal: ora são o que são, ora se perdem na multidão; na vida: "amar e mudar".
Carenina é uma menina que não sente vergonha de amar e não consegue guardar seus sentimentos. Em um dado momento todas as palavras desabaram sobre a pessoa amada:
- Amo você! Muito tarde? Muito cedo? Enfim, não importa. A questão não é o tempo que se inicia, mas a intensidade com que esse amor é sentido. Mesmo que isso não faça sentido. É bom ter você comigo. Essas palavras soltas são confissões das borboletas presas - diz.
Ela cai, mas levanta e caminha. E seja lá qual for seu trajeto, até mesmo o que se conquista (de bom ou ruim), sabe que seu destino é virar pó e do fim não se escapa é para todos.
Carenina acha que o ser humano é composto pelos dias que vive, e ela ama seus dias. Não importa as dores que seu calendário carrega, nem a tristeza que provém de seus olhos: ela é feliz. Seus dias: leva seus livros como se andasse de mãos dadas com seu namorado; vive no passado quando fita os retratos; na cama: usa os lençóis como moradia; os passos na rua: o desejo de caminhar e continuar; emoções em forma de temporal: ora são o que são, ora se perdem na multidão; na vida: "amar e mudar".
Carenina é uma menina que não sente vergonha de amar e não consegue guardar seus sentimentos. Em um dado momento todas as palavras desabaram sobre a pessoa amada:
- Amo você! Muito tarde? Muito cedo? Enfim, não importa. A questão não é o tempo que se inicia, mas a intensidade com que esse amor é sentido. Mesmo que isso não faça sentido. É bom ter você comigo. Essas palavras soltas são confissões das borboletas presas - diz.
Ela cai, mas levanta e caminha. E seja lá qual for seu trajeto, até mesmo o que se conquista (de bom ou ruim), sabe que seu destino é virar pó e do fim não se escapa é para todos.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
A arma mira. A bala acerta. A notícia erra.
O calendário anuncia os dias,e os ponteiros não param - da mesma forma o tempo - mostra o relógio.
Crianças. Adolescentes. Adultos.
Nascendo na sujeira. Colhendo o incerto. Matando o correto.
Nos documentos declaram com as seguintes palavras: "Não ao desmatamento!"
Nos noticiários declaram a posição: "Presidente sugere o melhor na reunião do Copenhague"
Na realidade: todos os documentos estão desmatados. Palavras que crescem mais,atitudes que crescem menos.
Posição do Lula: nula.
Nada feito.
Os tiros e a mídia errada:
"Jovem morre,na confusão,por praticar vandalismo no Palácio do Planalto"
A arma mira. A bala acerta. A notícia erra. A justiça cega.
Crianças. Adolescentes. Adultos.
Nascendo na sujeira. Colhendo o incerto. Matando o correto.
Nos documentos declaram com as seguintes palavras: "Não ao desmatamento!"
Nos noticiários declaram a posição: "Presidente sugere o melhor na reunião do Copenhague"
Na realidade: todos os documentos estão desmatados. Palavras que crescem mais,atitudes que crescem menos.
Posição do Lula: nula.
Nada feito.
Os tiros e a mídia errada:
"Jovem morre,na confusão,por praticar vandalismo no Palácio do Planalto"
A arma mira. A bala acerta. A notícia erra. A justiça cega.
domingo, 7 de fevereiro de 2010
"Palavriar" o sem valor
Cachearolar: Cachos. Cachear. Cachear a mente (pensar).
Seguir cacheando (cachearolando).
Minha mente segue 'cachearolando', e ela não pretende
diminuir o volume dos cachos que a seguem.
E esses cachos teimam em ficar.
Cachearolar é preciso,não duvido disso.
Seguir cacheando (cachearolando).
Minha mente segue 'cachearolando', e ela não pretende
diminuir o volume dos cachos que a seguem.
E esses cachos teimam em ficar.
Cachearolar é preciso,não duvido disso.
domingo, 24 de janeiro de 2010
Há
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| Foto que tirei do meu pai |
Há sorrisos que chegam silenciosos, mas com intensidades gritantes, e que concebem uma vontade de receber (e doar) abraços.
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| Amanda e eu |
(cabelos justificados pelo cloro). Sentimentos, hoje, carregados de um 'quê' que carrego. Não é carta pra descartar, guardo e não há nada pra recortar.
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| Eu e amigas do colégio (2006) |
Que o tempo passa é fato, e quem tá dentro dele sente na pele, que além de passar, ele passa correndo. E eu, assim como o tempo, fiz questão de deixar a lembrança e serenidade de uma amizade tão única e nada esquecível
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| Marquinhus e eu |
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