sexta-feira, 9 de julho de 2010

Pedro e uma garota "que tem saudade... sei lá de quê!"

Hoje me peguei pensando em Pedro. Pedro. E isso é tudo que sei sobre Pedro: seu nome. Sei também que ele não mora na mesma cidade que eu. Sei que ele cursa alguma coisa envolvida com números, engenharia talvez. Então seu nome não é a única coisa que sei, ainda bem, sou meio equivocada nas palavras e nos pensamentos. Ele é de carne e osso, pois já nos encontramos uma vez, apenas uma vez e por algumas horas. Pedro... Sempre quis ter um amigo chamado Pedro (Pedro, Pedro, Pedro, Pedro). Não é exatamente o nome Pedro que me faz ter esse querer, mas pelo coração que esse Pedro carrega. Até por que não é qualquer Pedro que tem um coração como o de Pedro. Pedro tem meu telefone, e eu tenho o telefone de Pedro. Mas fui franca com ele sobre o meu medo de falar ao telefone. Bem me conheço, e sei que quando ele me ligar posso até atender, mas o que vou conversar com Pedro? Sobre minhas vontades inusitadas como a de abrir a geladeira, pensar e depois fechar? Ou pedir pra ele me ensinar a fazer um barquinho de papel? Dizer que hoje bateu saudades de tomar sorvete com ele, mesmo sabendo que a gente nunca fez isso? Talvez.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Todos têm direito ao doce

Queria morar em uma casa colorida. Sorrir colorido. Chorar colorido. Pensar colorido. Felicidade e tristeza em cores iguais. Na mesma casa. Da mesma garota. Romântica? Não. Palavras doces não são apenas para jovens românticos. O doce é uma realidade que todos têm direito, mas o azedo na vida se faz mais presente e o doce se passa por ausente: as pessoas e suas casas caídas, as pessoas e seus sorrisos falidos, as pessoas e seus amores perdidos, as pessoas e seus rostos partidos. A sala, o quarto, o banheiro, a casa: todos sem teto,todos sem chão! A dor e as lágrimas ainda estão entre romances, palavras doces e a vida, agora azeda, de uma menina triste pela perda de tantos corações.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Notas das últimas folhas do caderno

1. Nessa solidão às vezes bate uma vontade de ser nula, e às vezes vem o sol que apesar de ser sozinho...
2. A dor no mar
sozinha no barco
gritando sua vontade
de ter alguém ao lado
para também amar
3. O relógio no meu pulso me faz dona das horas... Não faz?

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Mini-carta piegas

Querido, às vezes é assim: perder-se e continuar sem encontrar-se. Nas ruas, nos jardins, nas cores e nos afins. E a história do meu coração foi assim. Mas o coração que pensava ter já não é meu, sei que ele se perdeu e também fugiu querendo ser teu. Eu te amo e até além o meu amor posso te garantir. Sei que nada queres em forma de garantia, mas se chegar a duvidar tenta lembrar das palavras que te escrevi nesse dia.

...

Mesmo quando minha mente já não quer mais pensar:
a palavra cai... O ritmo cai... O amor vem, mas a dor não vai.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Lados

É engraçado ter lados. Às vezes um lado é maior que o outro. Às vezes o lado direito do seu olho é bem maior que o esquerdo. Seu sorriso corre mais para um lado. Existe lado a favor e existe lado contrário. Existem. Existem lados. O meu lado e o seu lado. E é bom ter o seu ao meu. Lados também se beijam. E lados também podem se cruzar. E lados, mesmo que opostos, também podem se amar.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Problema não se resolve com problema (ou Desejo de mudança com quereres errados)

A nicotina vai nocautear essa dor.
Um, dois, três...
Ela voltou!

O corte vai denunciar as marcas e nada mais vai doer.
Um, dois, três...
A ferida não vai se esconder.

O alarme vai despertar.
Um, dois, três...
O coração não quer acordar.