sexta-feira, 14 de janeiro de 2011
Cama de galhos
Subi até o galho mais alto
atrás da flores mais belas,
mas não tive forças para descer
e me deitei na cama de galhos
carregados da flores
que sonhei para você.
atrás da flores mais belas,
mas não tive forças para descer
e me deitei na cama de galhos
carregados da flores
que sonhei para você.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Marcelle
Um MAR
que aCELLEra sentimentos
e lava a alma.
MARé que chega e finda num gritar
sua vontade de continuar.
Tão CÉLLEbre por seu poder de purificar.
Imenso, tão imenso.
Leve, indispensável.
Sereno.
Um MAR.
CELLEste.
Ondas que anunciam
suas várias formas
de se comportar.
Pois nesse MAR nem tudo corre igual.
Mas ele corre esse desejo de sua vida CELLEbrar
que aCELLEra sentimentos
e lava a alma.
MARé que chega e finda num gritar
sua vontade de continuar.
Tão CÉLLEbre por seu poder de purificar.
Imenso, tão imenso.
Leve, indispensável.
Sereno.
Um MAR.
CELLEste.
Ondas que anunciam
suas várias formas
de se comportar.
Pois nesse MAR nem tudo corre igual.
Mas ele corre esse desejo de sua vida CELLEbrar
Flores em arames farpados
Flores em arames farpados
é o que eu vejo
quando coloco a cabeça fora da janela
pra engolir o vento.
Haverá um dia
em que engolir o vento
será para todos
uma atividade sem riscos.
Flores cercadas
por espinhos impostos
ficam mais fortes.
Elas são de todas as estações.
E deixam suas pétalas voando
ideias perfumadas.
Haverá um dia
em que engolir o vento
será para todos
uma atividade sem riscos.
Flores cercadas
por espinhos impostos
ficam mais fortes.
Elas são de todas as estações.
E deixam suas pétalas voando
ideias perfumadas.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Relógio de ponto antigo
O relógio conta passagens e os ponteiros carregam lembranças. O tempo não tem fim, mas um tempo conta seu tempo final para iniciar outro tempo. E não há pilha que não faça funcionar os ponteiros do tempo. Às vezes tenho medo do tempo e do tanto de tempo que ele acumula. Retrospectivas não são bem-vindas para uma garota romântica.
sábado, 21 de agosto de 2010
A rua
Em tempos de guerra:
( Ele escreveu um livro de poesias nunca publicado, 23 cartas de amor não enviadas, 4 poemas em jornais nunca divulgados e 10 músicas nunca gravadas. Palavras fugiam do seu coração inspiradas na mulher do outro lado da rua... Que não o conhecia, logo, não o amava. Ele se uniu às ordens de não atravessar a rua, e só isso lhe parecia o mais correto. Pois ele sabia que até no inferno não sofreria como sofre só em olhar para o rosto dela e para seus passos rápidos na calçada, que mais pareciam pisadas lentas e agudas no seu peito. )
fica difícil atravessar a rua.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
1996
O Monza azul na garagem da nossa casa. Não lembro o dia. Não lembro como cheguei perto e me deixei levar pelo carinho que me cercava naquele tempo e naquele lugar. Lembro do portão: grande e verde. Lembro das flores do jardim: macias e perfumadas. Talvez seja fácil lembrar do que você mantém contato com o deslizar dos anos. Mesmo assim, não quero lembrar dessa situação, nem do seu braço ao meu redor. É difícil olhar uma fotografia que traz a saudade de um momento que não consigo mais resgatar - bloqueio. Mas eu sei: era muito bom. Percebo que nessa sacola você leva (ou traz) garrafas de cerveja, para uma possível manhã de domingo regada a sorrisos, desenhos animados, dores na barriga pelas piadas... - bloqueio. Você tinha meu coração quando eu carregava apenas 6 anos de vida. Você tem meu coração. Sei que as formigas do nosso chão não paravam de me morder, mas se você estava ao meu lado só uma coisa eu temia: sua saída. Embalada por nossas manhãs de domingo, seu copinho de cerveja e a certeza da nossa alegria, pois eu sabia que isso acontecia. Mas não me peça para lembrar... Saudade, às vezes, dói.
Assinar:
Postagens (Atom)

