terça-feira, 23 de março de 2010

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Pensamentos de Carenina

Quando sua vida não vira pesadelo, Carenina aproveita para tirar suas botas sujas, prender seu cabelo e desforrar sua cama. Percebe, ao deitar, que apenas um cômodo da casa lhe permite sonhar: seu quarto. E na sua casa (onde mora com sua mãe e seu padrasto): ela odeia os quadros pendurados na parede, a vitrola que não usam e a sala sem alegria: "Pintaria as paredes com as melhores cores, na vitrola escutaria as melhores músicas e caso a primavera não chegasse plantaria flores na sala de estar" - pensa.
Carenina acha que o ser humano é composto pelos dias que vive, e ela ama seus dias. Não importa as dores que seu calendário carrega, nem a tristeza que provém de seus olhos: ela é feliz. Seus dias: leva seus livros como se andasse de mãos dadas com seu namorado; vive no passado quando fita os retratos; na cama: usa os lençóis como moradia; os passos na rua: o desejo de caminhar e continuar; emoções em forma de temporal: ora são o que são, ora se perdem na multidão; na vida: "amar e mudar".
Carenina é uma menina que não sente vergonha de amar e não consegue guardar seus sentimentos. Em um dado momento todas as palavras desabaram sobre a pessoa amada:
- Amo você! Muito tarde? Muito cedo? Enfim, não importa. A questão não é o tempo que se inicia, mas a intensidade com que esse amor é sentido. Mesmo que isso não faça sentido. É bom ter você comigo. Essas palavras soltas são confissões das borboletas presas - diz.
Ela cai, mas levanta e caminha. E seja lá qual for seu trajeto, até mesmo o que se conquista (de bom ou ruim), sabe que seu destino é virar pó e do fim não se escapa é para todos.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

A arma mira. A bala acerta. A notícia erra.

O calendário anuncia os dias,e os ponteiros não param - da mesma forma o tempo - mostra o relógio.

Crianças. Adolescentes. Adultos.
Nascendo na sujeira. Colhendo o incerto. Matando o correto.

Nos documentos declaram com as seguintes palavras: "Não ao desmatamento!"
Nos noticiários declaram a posição: "Presidente sugere o melhor na reunião do Copenhague"
Na realidade: todos os documentos estão desmatados. Palavras que crescem mais,atitudes que crescem menos.
Posição do Lula: nula.
Nada feito.

Os tiros e a mídia errada:
"Jovem morre,na confusão,por praticar vandalismo no Palácio do Planalto"

A arma mira. A bala acerta. A notícia erra. A justiça cega.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

"Palavriar" o sem valor

Cachearolar: Cachos. Cachear. Cachear a mente (pensar).
Seguir cacheando (cachearolando).
Minha mente segue 'cachearolando', e ela não pretende
diminuir o volume dos cachos que a seguem.
E esses cachos teimam em ficar.
Cachearolar é preciso,não duvido disso.

domingo, 24 de janeiro de 2010

Foto que tirei do meu pai

sorrisos que chegam silenciosos, mas com intensidades gritantes, e que concebem uma vontade de receber (e doar) abraços.








Amanda e eu

(cabelos justificados pelo cloro). Sentimentos, hoje, carregados de um 'quê' que carrego. Não é carta pra descartar, guardo e não há nada pra recortar.







Eu e amigas do colégio (2006)
  
Que o tempo passa é fato, e quem tá dentro dele sente na pele, que além de passar, ele passa correndo. E eu, assim como o tempo, fiz questão de deixar a lembrança e serenidade de uma amizade tão única e nada esquecível





 
Marquinhus e eu
 Palavras são muitas e seus significados bem maiores que até transcendem qualquer papel de qualquer dicionário capa dura. Significados tangíveis e um dicionário de carne e osso. 

domingo, 29 de março de 2009

Mãos sujas

As mãos sujas de céu, e o corpo movido à alma fogem com os pés movidos a terra. A imaginação já embebedada de cansaço foge da razão, essa que já não agüenta ser iludida pelo coração. Os pés já não agüentam correr em uma direção que não podem escolher, já não querem carregar um corpo cheio de alma que prefere se encolher. E todas veias entrelaçadas transmitem uma linha sanguínea desigual ao que o corpo deseja fazer. Mas ainda existem aquelas mãos sujas de céu que erram, mas arriscam fazer.

terça-feira, 17 de março de 2009

Pista

Em ritmo rápido, os movimentos evaporam. Flashes de uma dança. Rastros na pista: do perfume, do brilho, dos passos. Mãos que querem tocar as luzes no alto. Pés que acompanham um som. Nada se perdeu. Tudo se espalhou. Queria unir teus traços com a linha e a agulha. Queria sufocar tua presença e abraçá-la como num laço. Nesse tempo te admirei em câmera lenta, acredite. Criei um coração para te acolher na entrada e te esperar na saída.