segunda-feira, 22 de julho de 2013

Desde

Desde julho de 2012, seu coração como se estivesse na corda bamba. E você procurando por paz todos os dias, seu corpo e sua mente buscando paliativos. E nisso tudo, quanto mais paliativo maior a dor. O alívio passageiro não dura. E falam do tempo, "ah, o tempo é amigo". Tão amigo, que você já o conhece com a palma da mão. Você não quer o tempo não, já basta contar tudo nos relógios e calendários. Como se já não fosse ruim a distância dos corações que o tempo fez questão de aprofundar, ainda tem a distância dos corpos. O coração não gosta, mas a mente tenta respeitar. Inclusive, nunca foi tão difícil a síntese desses dois: coração e mente. Um ano. E, agora, usando o pronome que cabe ao texto: eu, eu queria voltar no tempo. O desejo mais sincero desde julho de 2012.

"Amor é o que se aprende no limite, depois de se arquivar toda a ciência herdada, ouvida. Amor começa tarde."

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

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Dos sentimentos mais sinceros da vida:

nas dedicatórias dos livros, as lembranças de um tempo e a tristeza de não mais tê-lo.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

menino doce

qual teu nome, menino lindo?
o riso,
cada pergunta, um riso.
pequeno do sorriso pequeno: serenidade
imensurável.
tímidos!
o menino e o sorriso.
as unhas sujas, ele brincou (ele catou).
nos olhos tristes, (ar)dor
nos lábios lambuzados, o doce.
o menino, um doce.

Um encontro bobo com Valter Di Lascio.

Minhas quartas na maioria das vezes são boas. E nelas também acontecem minhas aulas na universidade. Pensava que na quarta do quinto dia do mês de outubro de 2011 aconteceria o de costume: sentada nos bancos do bloco do meu curso esperaria pelo começo das aulas. Esperei, como sempre. Mas dessa vez percorri uma experiência boa e curta. Que me fez chegar a algumas questões e que ainda não descobri as respostas... o que me fez não acompanhá-lo? Por que não me levantei do banco? Por que pedi pra que ele falasse mais alto?

Entre barba, olhos cansados e uma cachaça (que apareceu apenas como uma vontade) havia um homem pleno de palavras que ele mesmo vivia. E eu lá sentada! Percebi que apesar dos meus 21 sou mais velha alguns anos, não escuto tão bem como deveria. Ele falava sobre suas viagens, mesas de bares, dormidas em rodoviárias, pés doendo... E tinha nas mãos suas poesias. E eu? Eu tinha sorrisos sinceros e desconcertantes ("A intensidade do sorriso, supera a força da ignorância"), mais do que isso: havia em mim toda essa vontade de abraçá-lo sem nem conhecê-lo. Em tão pouco tempo só comprovei o que sentia e tinha em mente, o de amar "qualquer" pessoa por ela ser, além de uma pessoa, uma "qualquer".

Não era um livro de capa dura. Eram escritos em papéis, pregados com grampos de grampea(dor), que compunham o livro mais bonito que já tive em minhas mãos (e tenho até agora). Guardo comigo.

"A intensidade do sorriso, supera a força
da ignorância
Na taça de puro cristal, uma gota de
baunilha, e leves toques
fecais.
Oh! Sociedade 'amiga', devoro-te
e brindo com o sangue
dos idiotas.
Onde está Antonin Artaud?
Por onde andam As Bacantes do amigo
Zé Celso?
Ou os grunidos de Hermeto, e os uivos
de um louco.
Talvez por fim, um Valter em situações
indelicadas, que nos remetem
a minuciosas observações
impróprias.
Não espere sorrisos, ou abraços,
os dê."

Observações impróprias - Valter Di Lascio.

domingo, 18 de setembro de 2011

cabeça pra baixo


ela fechou os olhos

e flutuou no mar de sorrisos e rostos franzidos.

não sabia que a qualquer momento levaria um tombo - por mais que sua expressão declarasse isso -,

mas sabia a doçura que ressoava da sua felicidade.

então, pensou:


"se eu cair, dessa vez:

a dor não vai doer,

a minha cabeça não vai explodir,

o meu coração não vai ficar roxo,

as minhas pernas não vão enfraquecer,

o meu sorriso vai sair

e continuar em mim."


ela caiu.

sábado, 16 de abril de 2011

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Entre os dentes algo meu se perdeu:
sorriso!
E depois desse, apareceu uma tempestade
infestada de tantos.
Naquele meu lar
quase tudo saiu voando
pela janela
e outras coisinhas ficaram flutuando,
como bolhas de sabão que são passageiras.
Do mesmo chão em que meus pés estão
algo fugiu de mim
como a água que corre da mangueira:
meus sonhos que estão indo...
Mais rápidos que eu
como um leque de chances que se abre
e deixa uma brecha para os olhos.
Para eu estampar os sorrisos dos meus dentes
no olhar.